Áreas para granéis líquidos em Santos garantem posicionamento estratégico, avalia Minfra

Áreas para granéis líquidos em Santos garantem posicionamento estratégico, avalia Minfra


PORTOS E NAVIOS     –  ÚLTIMAS NOTÍCIAS  –  DATA : 09.11.2021  

Governo espera bastante competição por áreas STS-08 e STS-08A, na Alamoa, no leilão do próximo dia 19 de novembro. Secretário de portos diz que arrendamentos estão em região de influência de cinco refinarias e aumentarão capacidade de tancagem em 50%.

O governo e empresários do setor veem com grandes expectativas o leilão de portos previsto para o próximo dia 19 de novembro. O destaque do certame são as áreas STS-08 e STS-08A, destinadas à movimentação de granéis líquidos no Porto de Santos. O secretário nacional de portos e transportes aquaviários do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni, acredita que deverá haver bastante competição e interesse privado por essas áreas, que estão numa região de influência de cinco refinarias, que fazem o escoamento de cargas no terminal hoje operado pela Transpetro.

O secretário acrescentou que o edital abre espaço para novas infraestruturas de tancagem que serão construídas e que podem potencializar a importação de produtos. “Grandes players do Brasil e do mundo estão olhando para essa grande infraestrutura. Se posicionar no Porto de Santos é muito estratégico”, disse Piloni, durante coletiva de imprensa sobre os resultados do leilão realizado na última sexta-feira (5).

Proinde

Os terminais de granéis líquidos da região da Alamoa (STS-08 e STS-08A) preveem R$ 1 bilhão em investimentos, permitindo a ampliação da capacidade de tancagem em 50%. Piloni lembrou que a disponibilidade de berços para granéis líquidos é um gargalo em Santos, que hoje é compartilhado com outros produtos.“Temos oportunidade com o STS-08 e o STS-08A de prover melhor infraestrutura para esse segmento e, com isso, reduzir demurrage e filas de embarcações”, garantiu

Além das áreas destinadas a granéis líquidos em Santos, o leilão do dia 19 terá outras quatro áreas que serão licitadas no modelo simplificado: AE-14, em Cabedelo (PB) para carga geral; ITG-03, em Itaguaí (RJ) para granéis minerais; POA-01, para granéis sólidos vegetais, em Porto Alegre; IMB-05, em Imbituba (SC) para granéis líquidos. Segundo o secretário, o pacote prevê investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão para os lotes desse certame.

Piloni salientou que existem terminais menos relevantes, do ponto de vista nacional, mas que são importantes para determinadas cadeias regionais. “Estamos lançando mão de um modelo que gera incentivo grande para que autoridades portuárias busquem cargas novas por meio de arrendamentos simplificados. Teremos uma série de terminais licitados já na rodada de fevereiro ou março, que se seguirá ao longo de 2022, ampliando a geração de receitas”, projetou.

A Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) avalia que o próximo leilão terá uma concorrência boa para ser assistida, em especial para as áreas na Alamoa. “Vemos as exportações crescendo no Arco Norte, sem diminuir nos portos do Sul e do Sudeste. O Brasil cada vez mais aumenta suas áreas produtivas, não só de grãos. O país tem potencial de crescimento grande e, durante pandemia, exportou bastante em quantidade e o faturamento melhorou com a valorização do dólar”, comentou o diretor-presidente da ABTP, Jesualdo Silva, em entrevista à Portos e Navios.

Ele acrescentou que houve crescimento da movimentação portuária nos oito primeiros meses de 2021, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o que também abre espaço para movimentação de combustíveis. Silva disse que o próprio aumento das exportações agrícolas no Brasil potencializam o interesse por terminais de granéis líquidos pelo setor privado. “Precisamos importar fertilizantes e com mais máquinas trabalhando precisamos da distribuição de combustível para esses equipamentos. Isso tem trazido atratividade”, comentou.